Expressão de Louvor
   
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Agenda Expressiva

03/12/09 - 11:30hs - Apresentação no Festival de Artes do Hospital DIA - Centro de Cultura - Petrópolis/RJ

18/12/09 - Cad - Theatro Municipal D.Pedro

12/03/2010 a 26/03/2010 – Festival de Dança Sacra Comunidade Tehiat – Recife/PE

Em abril - 7º Festival de Dança Sacra de Petrópolis!!!

04 e 05/06/2010 - Festival de Dança Sacra de Joinville/SC

 



Categoria: Agenda Expressão de Louvor
Escrito por robertabertelli às 13h57
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Adiamento Festival MG

Paz & bem!

Através deste viemos comunicar que o 1º Festival Geração que Dança, será cancelado sem data marcada.
Pedimos desculpas pelo o ocorrido.

Em breve estaremos confirmando uma nova data.

Que Jesus possa abençoar nossas vidas nos dando força para que este evento possa se realizar e ser um grande sucesso!

Att,


Rodrigo Silveira
Coordenador e Bailarino
Ministério de Dança Anjo Sublime
"Buscando em Deus asas para voar mais alto"



Categoria: + Fest. Dança Sacra pelo Brasil
Escrito por robertabertelli às 16h10
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III Festival de Dança Cristo em Movimento

Amados amigos!

Participamos sábado do III Festival de Dança Cristo em Movimento, em Vicente de Carvalho, no Rio. Foi um Festival com bastante coreografias inscritas, mais de 60 apresentações... E a organização do Festival está de parabens, pois cumpriu sua missao evangelizadora e ainda foi ágil, dinamico, enfim, foi 1000! Todos do Ágape foram bastante atenciosos!!! 

Gostei muito também por rever alguns amigos, alguns que vi há pouco e outros que já nao via há algum tempo: Pax Domini, Fides et Gaudium, Filhos de Davi, Kyrios, Dance in Deus, Anjos da Luz... Fiz novas amizades, evangelizamos e fomos evangelizados, e esse é o resultado que mais importa para mim!

 


Na Cruz com Cristo - Solo Adulto (1º Lugar)


Círios - Contemporaneo Adulto (2º Lugar)


        Seja Luz - Jazz Adulto (1º Lugar)

 
    Hoje Livre Sou - Duo Adulto


         Gratidão - Jazz Juvenil (1º Lugar)                      

 
             Súplica - Livre Juvenil (2º Lugar)


 
ECADEC


Maria e o Anjo- Ballet Infantil (1º Lugar) e Assis - Jazz Infantil (2º Lugar)

 
Torcida Expressiva!!!

Foi a primeira apresentação do primeiro integrante masculino do Expressao: O Luis Miguel, de 4 anos, que representou São Francisco de Assis, na coreografia de jazz da turma infantil. E, para minha alegria, outros meninos tambem querem participar do grupo. Fico feliz por abrir uma oportunidade tambem para os meninos, formando a primeira turma mista do Expressao. Ainda são meninos, bem jovens, de 4 a 7 anos, mas que marcam uma nova etapa no Expressão. Que Deus nos envie mais oportunidades de evangelizar, cada vez mais, em mais lugares, a mais pessoas, e a nós mesmos...

Deus abençoe!!!

Roberta



Categoria: Agenda Expressão de Louvor
Escrito por robertabertelli às 14h02
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Vaticano apresenta encontro com artistas

Na Quinta-feira, 5 de Novembro, o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, D. Gianfranco Ravasi, apresentou na Sala de Imprensa da Santa Sé o encontro de Bento XVI com o mundo da cultura.

O evento, programado para o próximo dia 21, pretende recordar o décimo aniversário da Carta de João Paulo II aos Artistas.

Em entrevista à Rádio Vaticano, o arcebispo afirmou que o encontro pretende “retomar um laço que foi criado há 45 anos (…) por Paulo VI, com um memorável discurso, no qual pedia aos artistas que continuassem a adquirir do céu do espírito os seus tesouros, revestindo-os de palavra, de cores, de formas, de acessibilidade, estabelecendo, desse modo, um laço entre fé e arte”.

“O problema central (…) é que esse laço fragilizou-se ou, em muitos casos, simplesmente rompeu-se, porque os dois mundos da arte e da fé nestes últimos tempos – rompendo uma tradição secular – tomaram caminhos que são completamente divergentes”, explicou D. Gianfranco Ravasi.



Escrito por robertabertelli às 11h34
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CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS ARTISTAS

CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS ARTISTAS

1999

A todos aqueles que apaixonadamente
procuram novas « epifanias » da beleza
para oferecê-las ao mundo
como criação artística.

« Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa » (Gn 1,31).

 

 

O artista, imagem de Deus Criador

1. Ninguém melhor do que vós, artistas, construtores geniais de beleza, pode intuir algo daquele pathos com que Deus, na aurora da criação, contemplou a obra das suas mãos. Infinitas vezes se espelhou um relance daquele sentimento no olhar com que vós — como, aliás, os artistas de todos os tempos —, maravilhados com o arcano poder dos sons e das palavras, das cores e das formas, vos pusestes a admirar a obra nascida do vosso génio artístico, quase sentindo o eco daquele mistério da criação a que Deus, único criador de todas as coisas, de algum modo vos quis associar.

Pareceu-me, por isso, que não havia palavras mais apropriadas do que as do livro do Génesis para começar esta minha Carta para vós, a quem me sinto ligado por experiências dos meus tempos passados e que marcaram indelevelmente a minha vida. Ao escrever-vos, desejo dar continuidade àquele fecundo diálogo da Igreja com os artistas que, em dois mil anos de história, nunca se interrompeu e se prevê ainda rico de futuro no limiar do terceiro milénio.

Na realidade, não se trata de um diálogo ditado apenas por circunstâncias históricas ou motivos utilitários, mas radicado na própria essência tanto da experiência religiosa como da criação artística. A página inicial da Bíblia apresenta-nos Deus quase como o modelo exemplar de toda a pessoa que produz uma obra: no artífice, reflecte-se a sua imagem de Criador. Esta relação é claramente evidenciada na língua polaca, com a semelhança lexical das palavras stwórca (criador) e twórca (artífice).

Qual é a diferença entre « criador » e « artífice »? Quem cria dá o próprio ser, tira algo do nada — ex nihilo sui et subiecti, como se costuma dizer em latim — e isto, em sentido estrito, é um modo de proceder exclusivo do Omnipotente. O artífice, ao contrário, utiliza algo já existente, a que dá forma e significado. Este modo de agir é peculiar do homem enquanto imagem de Deus. Com efeito, depois de ter afirmado que Deus criou o homem e a mulher « à sua imagem » (cf. Gn 1,27), a Bíblia acrescenta que Ele confiou-lhes a tarefa de dominarem a terra (cf. Gn 1,28). Foi no último dia da criação (cf. Gn 1,28-31). Nos dias anteriores, como que marcando o ritmo da evolução cósmica, Javé tinha criado o universo. No final, criou o homem, o fruto mais nobre do seu projecto, a quem submeteu o mundo visível como um campo imenso onde exprimir a sua capacidade inventiva.

Por conseguinte, Deus chamou o homem à existência, dando-lhe a tarefa de ser artífice. Na « criação artística », mais do que em qualquer outra actividade, o homem revela-se como « imagem de Deus », e realiza aquela tarefa, em primeiro lugar plasmando a « matéria » estupenda da sua humanidade e depois exercendo um domínio criativo sobre o universo que o circunda. Com amorosa condescendência, o Artista divino transmite uma centelha da sua sabedoria transcendente ao artista humano, chamando-o a partilhar do seu poder criador. Obviamente é uma participação, que deixa intacta a infinita distância entre o Criador e a criatura, como sublinhava o Cardeal Nicolau Cusano: « A arte criativa, que a alma tem a sorte de albergar, não se identifica com aquela arte por essência que é própria de Deus, mas constitui apenas comunicação e participação dela ».(1)

Por isso, quanto mais consciente está o artista do « dom » que possui, tanto mais se sente impelido a olhar para si mesmo e para a criação inteira com olhos capazes de contemplar e agradecer, elevando a Deus o seu hino de louvor. Só assim é que ele pode compreender-se profundamente a si mesmo e à sua vocação e missão.

A vocação especial do artista

2. Nem todos são chamados a ser artistas, no sentido específico do termo. Mas, segundo a expressão do Génesis, todo o homem recebeu a tarefa de ser artífice da própria vida: de certa forma, deve fazer dela uma obra de arte, uma obra-prima.

É importante notar a distinção entre estas duas vertentes da actividade humana, mas também a sua conexão. A distinção é evidente. De facto, uma coisa é a predisposição pela qual o ser humano é autor dos próprios actos e responsável do seu valor moral, e outra a predisposição pela qual é artista, isto é, sabe agir segundo as exigências da arte, respeitando fielmente as suas regras específicas.(2) Assim, o artista é capaz de produzir objectos, mas isso de per si ainda não indica nada sobre as suas disposições morais. Neste caso, não se trata de plasmar-se a si mesmo, de formar a própria personalidade, mas apenas de fazer frutificar capacidades operativas, dando forma estética às ideias concebidas pela mente.

Mas, se a distinção é fundamental, importante é igualmente a conexão entre as duas predisposições: a moral e a artística. Ambas se condicionam de forma recíproca e profunda. De facto, o artista, quando modela uma obra, exprime-se de tal modo a si mesmo que o resultado constitui um reflexo singular do próprio ser, daquilo que ele é e de como o é. Isto aparece confirmado inúmeras vezes na história da humanidade. De facto, quando o artista plasma uma obra-prima, não dá vida apenas à sua obra, mas, por meio dela, de certo modo manifesta também a própria personalidade. Na arte, encontra uma dimensão nova e um canal estupendo de expressão para o seu crescimento espiritual. Através das obras realizadas, o artista fala e comunica com os outros. Por isso, a História da Arte não é apenas uma história de obras, mas também de homens. As obras de arte falam dos seus autores, dão a conhecer o seu íntimo e revelam o contributo original que eles oferecem à história da cultura.

A vocação artística ao serviço da beleza

3. Um conhecido poeta polaco, Cyprian Norwid, escreveu: « A beleza é para dar entusiasmo ao trabalho, o trabalho para ressurgir ».(3)

O tema da beleza é qualificante, ao falar de arte. Esse tema apareceu já, quando sublinhei o olhar de complacência que Deus lançou sobre a criação. Ao pôr em relevo que tudo o que tinha criado era bom, Deus viu também que era belo.(4) A confrontação entre o bom e o belo gera sugestivas reflexões. Em certo sentido, a beleza é a expressão visível do bem, do mesmo modo que o bem é a condição metafísica da beleza. Justamente o entenderam os Gregos, quando, fundindo os dois conceitos, cunharam uma palavra que abraça a ambos: « kalokagathía », ou seja, « beleza-bondade ». A este respeito, escreve Platão: « A força do Bem refugiou-se na natureza do Belo ».(5)

Vivendo e agindo é que o homem estabelece a sua relação com o ser, a verdade e o bem. O artista vive numa relação peculiar com a beleza. Pode-se dizer, com profunda verdade, que a beleza é a vocação a que o Criador o chamou com o dom do « talento artístico ». E também este é, certamente, um talento que, na linha da parábola evangélica dos talentos (cf. Mt 25,14-30), se deve pôr a render.

Tocamos aqui um ponto essencial. Quem tiver notado em si mesmo esta espécie de centelha divina que é a vocação artística — de poeta, escritor, pintor, escultor, arquitecto, músico, actor... —, adverte ao mesmo tempo a obrigação de não desperdiçar este talento, mas de o desenvolver para colocá-lo ao serviço do próximo e de toda a humanidade.

O artista e o bem comum

4. De facto, a sociedade tem necessidade de artistas, da mesma forma que precisa de cientistas, técnicos, trabalhadores, especialistas, testemunhas da fé, professores, pais e mães, que garantam o crescimento da pessoa e o progresso da comunidade, através daquela forma sublime de arte que é a « arte de educar ». No vasto panorama cultural de cada nação, os artistas têm o seu lugar específico. Precisamente enquanto obedecem ao seu génio artístico na realização de obras verdadeiramente válidas e belas, não só enriquecem o património cultural da nação e da humanidade inteira, mas prestam também um serviço social qualificado ao bem comum.

A vocação diferente de cada artista, ao mesmo tempo que determina o âmbito do seu serviço, indica também as tarefas que deve assumir, o trabalho duro a que tem de sujeitar-se, a responsabilidade que deve enfrentar. Um artista, consciente de tudo isto, sabe também que deve actuar sem deixar-se dominar pela busca duma glória efémera ou pela ânsia de uma popularidade fácil, e menos ainda pelo cálculo do possível ganho pessoal. Há, portanto, uma ética ou melhor uma « espiritualidade » do serviço artístico, que a seu modo contribui para a vida e o renascimento do povo. A isto mesmo parece querer aludir Cyprian Norwid, quando afirma: « A beleza é para dar entusiasmo ao trabalho, o trabalho para ressurgir ».



Escrito por robertabertelli às 11h23
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Entre Evangelho e arte, uma aliança profunda

6. Com efeito, toda a intuição artística autêntica ultrapassa o que os sentidos captam e, penetrando na realidade, esforça-se por interpretar o seu mistério escondido. Ela brota das profundidades da alma humana, lá onde a aspiração de dar um sentido à própria vida se une com a percepção fugaz da beleza e da unidade misteriosa das coisas. Uma experiência partilhada por todos os artistas é a da distância incolmável que existe entre a obra das suas mãos, mesmo quando bem sucedida, e a perfeição fulgurante da beleza vislumbrada no ardor do momento criativo: tudo o que conseguem exprimir naquilo que pintam, modelam, criam, não passa de um pálido reflexo daquele esplendor que brilhou por instantes diante dos olhos do seu espírito.

O crente não se maravilha disto: sabe que se debruçou por um instante sobre aquele abismo de luz que tem a sua fonte originária em Deus. Há porventura motivo para admiração, se o espírito fica de tal modo inebriado que não sabe exprimir-se senão por balbuciações? Ninguém mais do que o verdadeiro artista está pronto a reconhecer a sua limitação e fazer suas as palavras do apóstolo Paulo, segundo o qual Deus « não habita em santuários construídos pela mão do homem », pelo que « não devemos pensar que a Divindade seja semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem » (Act 17,24.29). Se já a realidade íntima das coisas se situa « para além » das capacidades de compreensão humana, quanto mais Deus nas profundezas do seu mistério insondável!

Já de natureza diversa é o conhecimento de fé: este supõe um encontro pessoal com Deus em Jesus Cristo. Mas também este conhecimento pode tirar proveito da intuição artística. Modelo eloquente duma contemplação estética que se sublima na fé são, por exemplo, as obras do Beato Fra Angélico. A este respeito, é igualmente significativa a lauda extasiada, que S. Francisco de Assis repete duas vezes na chartula, redigida depois de ter recebido os estigmas de Cristo no monte Alverne: « Vós sois beleza... Vós sois beleza! ». S. Boaventura comenta: « Contemplava nas coisas belas o Belíssimo e, seguindo o rasto impresso nas criaturas, buscava por todo o lado o Dilecto ».

Uma perspectiva semelhante aparece na espiritualidade oriental, quando Cristo é designado como « o Belíssimo de maior beleza que todos os mortais ». Assim comenta Macário, o Grande, a beleza transfigurante e libertadora que irradia do Ressuscitado: « A alma que foi plenamente iluminada pela beleza inexprimível da glória luminosa do rosto de Cristo, fica cheia do Espírito Santo (...) é toda olhos, toda luz, toda rosto ».

Toda a forma autêntica de arte é, a seu modo, um caminho de acesso à realidade mais profunda do homem e do mundo. E, como tal, constitui um meio muito válido de aproximação ao horizonte da fé, onde a existência humana encontra a sua plena interpretação. Por isso é que a plenitude evangélica da verdade não podia deixar de suscitar, logo desde os primórdios, o interesse dos artistas, sensíveis por natureza a todas as manifestações da beleza íntima da realidade.

Os primórdios

7. A arte, que o cristianismo encontrou nos seus inícios, era o fruto maduro do mundo clássico, exprimia os seus cânones estéticos e, ao mesmo tempo, veiculava os seus valores. A fé impunha aos cristãos, tanto no campo da vida e do pensamento como no da arte, um discernimento que não permitia a aceitação automática deste património. Assim, a arte de inspiração cristã começou em surdina, ditada pela necessidade que os crentes tinham de elaborar sinais para exprimirem, com base na Escritura, os mistérios da fé e simultaneamente de arranjar um « código simbólico » para se reconhecerem e identificarem especialmente nos tempos difíceis das perseguições. Quem não recorda certos símbolos que foram os primeiros vestígios duma arte pictórica e plástica? O peixe, os pães, o pastor... Evocavam o mistério, tornando-se quase insensivelmente esboços de uma arte nova.

Quando, pelo édito de Constantino, foi concedido aos cristãos exprimirem-se com plena liberdade, a arte tornou-se um canal privilegiado de manifestação da fé. Por todo o lado, começaram a despontar majestosas basílicas, nas quais os cânones arquitectónicos do antigo paganismo eram assumidos sim, mas reajustados às exigências do novo culto. Como não recordar pelo menos a antiga Basílica de S. Pedro e a de S. João de Latrão, construídas pelo imperador Constantino? Ou, no âmbito dos esplendores da arte bizantina, a Haghia Sophía de Constantinopla querida por Justiniano?

Enquanto a arquitectura desenhava o espaço sagrado, a necessidade de contemplar o mistério e de o propor de modo imediato aos simples levou progressivamente às primeiras expressões da arte pictórica e escultural. Ao mesmo tempo surgiam os primeiros esboços de uma arte da palavra e do som; e se Agostinho incluía também, entre as temáticas da sua produção, um De musica, Hilário, Ambrósio, Prudêncio, Efrém da Síria, Gregório de Nazianzo, Paulino de Nola, para citar apenas alguns nomes, faziam-se promotores de poesia cristã, que atinge frequentemente um alto valor não só teológico mas também literário. A sua produção poética valorizava formas herdadas dos clássicos, mas bebia na linfa pura do Evangelho, como justamente sentenciava o Santo poeta de Nola: « A nossa única arte é a fé, e Cristo é o nosso canto ». Algum tempo mais tarde, Gregório Magno, com a compilação do Antiphonarium, punha as premissas para o desenvolvimento orgânico daquela música sacra tão original, que ficou conhecida pelo nome dele. Com as suas inspiradas modulações, o Canto Gregoriano tornar-se-á, com o passar dos séculos, a expressão melódica típica da fé da Igreja durante a celebração litúrgica dos Mistérios Sagrados. Assim, o « belo » conjugava-se com o « verdadeiro », para que, também através dos caminhos da arte, os ânimos fossem arrebatados do sensível ao eterno.

Não faltaram momentos difíceis neste caminho. A propósito precisamente do tema da representação do mistério cristão, a antiguidade conheceu uma áspera controvérsia, que passou à história com o nome de « luta iconoclasta ». As imagens sagradas, já então difusas na devoção do povo de Deus, foram objecto de violenta contestação. O Concílio celebrado em Niceia no ano 787, que estabeleceu a legitimidade das imagens e do seu culto, foi um acontecimento histórico não só para a fé mas também para a própria cultura. O argumento decisivo a que recorreram os Bispos para debelar a controvérsia, foi o mistério da Encarnação: se o Filho de Deus entrou no mundo das realidades visíveis, lançando, pela sua humanidade, uma ponte entre o visível e o invisível, é possível pensar que analogamente uma representação do mistério pode ser usada, pela dinâmica própria do sinal, como evocação sensível do mistério. O ícone não é venerado por si mesmo, mas reenvia ao sujeito que representa.

A Idade Média

8. Os séculos seguintes foram testemunhas dum grande desenvolvimento da arte cristã. No Oriente, continuou a florescer a arte dos ícones, vinculada a significativos cânones teológicos e estéticos e apoiada na convicção de que, em determinado sentido, o ícone é um sacramento: com efeito, de modo análogo ao que sucede nos sacramentos, ele torna presente o mistério da Encarnação nalgum dos seus aspectos. Por isso mesmo, a beleza dum ícone pode ser apreciada sobretudo no interior de um templo, com os candelabros que ardem e suscitam na penumbra infinitos reflexos de luz. A este respeito, escreve Pavel Florenskij: « Bárbaro, pesado, fútil à luz clara do dia, o ouro reanima-se com a luz trémula dum candelabro ou duma vela, que o faz cintilar aqui e ali com miríades de fulgores, fazendo pressentir outras luzes não terrestres que enchem o espaço celeste ».

No Ocidente, são muito variadas as perspectivas e os pontos donde partem os artistas, dependendo também das convicções fundamentais presentes no ambiente cultural do respectivo tempo. O património artístico, que se foi acumulando ao longo dos séculos, conta um florescimento vastíssimo de obras sacras de alta inspiração, que deixam cheio de admiração mesmo o observador do nosso tempo. Em primeiro plano, situam-se as grandes construções do culto, onde a funcionalidade sempre se une ao génio artístico, e este último se deixa inspirar pelo sentido do belo e pela intuição do mistério. Nascem daí estilos bem conhecidos na História da Arte. A força e a simplicidade do românico, expressa nas catedrais ou nas abadias, vai-se desenvolvendo gradualmente nas ogivas e esplendores do gótico. Dentro destas formas, não existe só o génio dum artista, mas a alma dum povo. Nos jogos de luzes e sombras, nas formas ora massiças ora ogivadas, intervêm certamente considerações de técnica estrutural, mas também tensões próprias da experiência de Deus, mistério « tremendo » e « fascinante ». Como sintetizar em poucos traços, nas diversas expressões da arte, a força criativa dos longos séculos da Idade Média cristã? Uma cultura inteira, embora com as limitações humanas sempre presentes, impregnara-se de Evangelho, e onde o pensamento teológico realizava a Summa de S. Tomás, a arte das igrejas submetia a matéria à adoração do mistério, ao mesmo tempo que um poeta admirável como Dante Alighieri podia compor « o poema sagrado, para o qual concorreram céu e terra », como ele próprio classifica a Divina Comédia.

Humanismo e Renascimento

9. A feliz estação cultural, em que tem origem o florescimento artístico extraordinário do Humanismo e do Renascimento, apresenta também reflexos significativos do modo como os artistas desse período concebiam o tema religioso. Naturalmente as inspirações são tão variadas como os seus estilos, ou pelo menos como os mais importantes deles. Mas, não é minha intenção lembrar coisas que vós, artistas, bem conheceis. Dado que vos escrevo deste Palácio Apostólico, escrínio de obras-primas talvez único no mundo, quero antes fazer-me voz dos maiores artistas que por aqui disseminaram as riquezas do seu génio, permeado frequentemente de grande profundidade espiritual. Daqui fala Miguel Ângelo, que na Capela Sistina de algum modo compendiou, desde a Criação ao Juízo Universal, o drama e o mistério do mundo, retratando Deus Pai, Cristo Juiz, o homem no seu fatigante caminho desde as origens até ao fim da História. Daqui fala o génio delicado e profundo de Rafael, apontando, na variedade das suas pinturas e de modo especial na « Disputa » da Sala da Assinatura, o mistério da revelação de Deus Trinitário, que na Eucaristia Se faz companheiro do homem, e projecta luz sobre as questões e os anelos da inteligência humana. Daqui, da majestosa Basílica dedicada ao Príncipe dos Apóstolos, da colunata que sai dela como dois braços abertos para acolher a humanidade, falam ainda Bramante, Bernini, Borromini, Maderno, para citar apenas os maiores, oferecendo plasticamente o sentido do mistério que faz da Igreja uma comunidade universal, hospitaleira, mãe e companheira de viagem para todo o homem à procura de Deus.

A arte sacra encontrou, neste conjunto extraordinário, uma força expressiva excepcional, atingindo níveis de imorredoiro valor quer estético quer religioso. O que vai caracterizando cada vez mais tal arte, sob o impulso do Humanismo e do Renascimento e das sucessivas tendências da cultura e da ciência, é um crescente interesse pelo homem, pelo mundo, pela realidade histórica. Esta atenção, por si mesma, não é de modo algum um perigo para a fé cristã, centrada sobre o mistério da Encarnação e, portanto, sobre a valorização do homem por parte de Deus. Precisamente os maiores artistas acima mencionados no-lo demonstram. Bastaria pensar no modo como Miguel Ângelo exprime nas suas pinturas e esculturas, a beleza do corpo humano.

Aliás, mesmo no novo clima dos últimos séculos quando parte da sociedade parece indiferente à fé, a arte religiosa não cessou de avançar. A constatação torna-se ainda mais palpável, se da vertente das artes figurativas se passa a considerar o grande desenvolvimento que, neste mesmo período de tempo, teve a música sacra, composta para as necessidades litúrgicas, ou apenas relacionada com temas religiosos. Sem contar tantos artistas que a ela se dedicaram amplamente (como não lembrar Pero Luís de Palestrina, Orlando de Lasso, Tomás Luís de Victoria?), é sabido que muitos dos grandes compositores — de Händel a Bach, de Mozart a Schubert, de Beethoven a Berlioz, de Listz a Verdi — nos ofereceram obras de altíssima inspiração também neste campo.



Escrito por robertabertelli às 11h20
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Entre Evangelho e arte, uma aliança profunda

6. Com efeito, toda a intuição artística autêntica ultrapassa o que os sentidos captam e, penetrando na realidade, esforça-se por interpretar o seu mistério escondido. Ela brota das profundidades da alma humana, lá onde a aspiração de dar um sentido à própria vida se une com a percepção fugaz da beleza e da unidade misteriosa das coisas. Uma experiência partilhada por todos os artistas é a da distância incolmável que existe entre a obra das suas mãos, mesmo quando bem sucedida, e a perfeição fulgurante da beleza vislumbrada no ardor do momento criativo: tudo o que conseguem exprimir naquilo que pintam, modelam, criam, não passa de um pálido reflexo daquele esplendor que brilhou por instantes diante dos olhos do seu espírito.

O crente não se maravilha disto: sabe que se debruçou por um instante sobre aquele abismo de luz que tem a sua fonte originária em Deus. Há porventura motivo para admiração, se o espírito fica de tal modo inebriado que não sabe exprimir-se senão por balbuciações? Ninguém mais do que o verdadeiro artista está pronto a reconhecer a sua limitação e fazer suas as palavras do apóstolo Paulo, segundo o qual Deus « não habita em santuários construídos pela mão do homem », pelo que « não devemos pensar que a Divindade seja semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem » (Act 17,24.29). Se já a realidade íntima das coisas se situa « para além » das capacidades de compreensão humana, quanto mais Deus nas profundezas do seu mistério insondável!

Já de natureza diversa é o conhecimento de fé: este supõe um encontro pessoal com Deus em Jesus Cristo. Mas também este conhecimento pode tirar proveito da intuição artística. Modelo eloquente duma contemplação estética que se sublima na fé são, por exemplo, as obras do Beato Fra Angélico. A este respeito, é igualmente significativa a lauda extasiada, que S. Francisco de Assis repete duas vezes na chartula, redigida depois de ter recebido os estigmas de Cristo no monte Alverne: « Vós sois beleza... Vós sois beleza! ». S. Boaventura comenta: « Contemplava nas coisas belas o Belíssimo e, seguindo o rasto impresso nas criaturas, buscava por todo o lado o Dilecto ».

Uma perspectiva semelhante aparece na espiritualidade oriental, quando Cristo é designado como « o Belíssimo de maior beleza que todos os mortais ». Assim comenta Macário, o Grande, a beleza transfigurante e libertadora que irradia do Ressuscitado: « A alma que foi plenamente iluminada pela beleza inexprimível da glória luminosa do rosto de Cristo, fica cheia do Espírito Santo (...) é toda olhos, toda luz, toda rosto ».

Toda a forma autêntica de arte é, a seu modo, um caminho de acesso à realidade mais profunda do homem e do mundo. E, como tal, constitui um meio muito válido de aproximação ao horizonte da fé, onde a existência humana encontra a sua plena interpretação. Por isso é que a plenitude evangélica da verdade não podia deixar de suscitar, logo desde os primórdios, o interesse dos artistas, sensíveis por natureza a todas as manifestações da beleza íntima da realidade.

Os primórdios

7. A arte, que o cristianismo encontrou nos seus inícios, era o fruto maduro do mundo clássico, exprimia os seus cânones estéticos e, ao mesmo tempo, veiculava os seus valores. A fé impunha aos cristãos, tanto no campo da vida e do pensamento como no da arte, um discernimento que não permitia a aceitação automática deste património. Assim, a arte de inspiração cristã começou em surdina, ditada pela necessidade que os crentes tinham de elaborar sinais para exprimirem, com base na Escritura, os mistérios da fé e simultaneamente de arranjar um « código simbólico » para se reconhecerem e identificarem especialmente nos tempos difíceis das perseguições. Quem não recorda certos símbolos que foram os primeiros vestígios duma arte pictórica e plástica? O peixe, os pães, o pastor... Evocavam o mistério, tornando-se quase insensivelmente esboços de uma arte nova.

Quando, pelo édito de Constantino, foi concedido aos cristãos exprimirem-se com plena liberdade, a arte tornou-se um canal privilegiado de manifestação da fé. Por todo o lado, começaram a despontar majestosas basílicas, nas quais os cânones arquitectónicos do antigo paganismo eram assumidos sim, mas reajustados às exigências do novo culto. Como não recordar pelo menos a antiga Basílica de S. Pedro e a de S. João de Latrão, construídas pelo imperador Constantino? Ou, no âmbito dos esplendores da arte bizantina, a Haghia Sophía de Constantinopla querida por Justiniano?

Enquanto a arquitectura desenhava o espaço sagrado, a necessidade de contemplar o mistério e de o propor de modo imediato aos simples levou progressivamente às primeiras expressões da arte pictórica e escultural. Ao mesmo tempo surgiam os primeiros esboços de uma arte da palavra e do som; e se Agostinho incluía também, entre as temáticas da sua produção, um De musica, Hilário, Ambrósio, Prudêncio, Efrém da Síria, Gregório de Nazianzo, Paulino de Nola, para citar apenas alguns nomes, faziam-se promotores de poesia cristã, que atinge frequentemente um alto valor não só teológico mas também literário. A sua produção poética valorizava formas herdadas dos clássicos, mas bebia na linfa pura do Evangelho, como justamente sentenciava o Santo poeta de Nola: « A nossa única arte é a fé, e Cristo é o nosso canto ». Algum tempo mais tarde, Gregório Magno, com a compilação do Antiphonarium, punha as premissas para o desenvolvimento orgânico daquela música sacra tão original, que ficou conhecida pelo nome dele. Com as suas inspiradas modulações, o Canto Gregoriano tornar-se-á, com o passar dos séculos, a expressão melódica típica da fé da Igreja durante a celebração litúrgica dos Mistérios Sagrados. Assim, o « belo » conjugava-se com o « verdadeiro », para que, também através dos caminhos da arte, os ânimos fossem arrebatados do sensível ao eterno.

Não faltaram momentos difíceis neste caminho. A propósito precisamente do tema da representação do mistério cristão, a antiguidade conheceu uma áspera controvérsia, que passou à história com o nome de « luta iconoclasta ». As imagens sagradas, já então difusas na devoção do povo de Deus, foram objecto de violenta contestação. O Concílio celebrado em Niceia no ano 787, que estabeleceu a legitimidade das imagens e do seu culto, foi um acontecimento histórico não só para a fé mas também para a própria cultura. O argumento decisivo a que recorreram os Bispos para debelar a controvérsia, foi o mistério da Encarnação: se o Filho de Deus entrou no mundo das realidades visíveis, lançando, pela sua humanidade, uma ponte entre o visível e o invisível, é possível pensar que analogamente uma representação do mistério pode ser usada, pela dinâmica própria do sinal, como evocação sensível do mistério. O ícone não é venerado por si mesmo, mas reenvia ao sujeito que representa.

A Idade Média

8. Os séculos seguintes foram testemunhas dum grande desenvolvimento da arte cristã. No Oriente, continuou a florescer a arte dos ícones, vinculada a significativos cânones teológicos e estéticos e apoiada na convicção de que, em determinado sentido, o ícone é um sacramento: com efeito, de modo análogo ao que sucede nos sacramentos, ele torna presente o mistério da Encarnação nalgum dos seus aspectos. Por isso mesmo, a beleza dum ícone pode ser apreciada sobretudo no interior de um templo, com os candelabros que ardem e suscitam na penumbra infinitos reflexos de luz. A este respeito, escreve Pavel Florenskij: « Bárbaro, pesado, fútil à luz clara do dia, o ouro reanima-se com a luz trémula dum candelabro ou duma vela, que o faz cintilar aqui e ali com miríades de fulgores, fazendo pressentir outras luzes não terrestres que enchem o espaço celeste ».

No Ocidente, são muito variadas as perspectivas e os pontos donde partem os artistas, dependendo também das convicções fundamentais presentes no ambiente cultural do respectivo tempo. O património artístico, que se foi acumulando ao longo dos séculos, conta um florescimento vastíssimo de obras sacras de alta inspiração, que deixam cheio de admiração mesmo o observador do nosso tempo. Em primeiro plano, situam-se as grandes construções do culto, onde a funcionalidade sempre se une ao génio artístico, e este último se deixa inspirar pelo sentido do belo e pela intuição do mistério. Nascem daí estilos bem conhecidos na História da Arte. A força e a simplicidade do românico, expressa nas catedrais ou nas abadias, vai-se desenvolvendo gradualmente nas ogivas e esplendores do gótico. Dentro destas formas, não existe só o génio dum artista, mas a alma dum povo. Nos jogos de luzes e sombras, nas formas ora massiças ora ogivadas, intervêm certamente considerações de técnica estrutural, mas também tensões próprias da experiência de Deus, mistério « tremendo » e « fascinante ». Como sintetizar em poucos traços, nas diversas expressões da arte, a força criativa dos longos séculos da Idade Média cristã? Uma cultura inteira, embora com as limitações humanas sempre presentes, impregnara-se de Evangelho, e onde o pensamento teológico realizava a Summa de S. Tomás, a arte das igrejas submetia a matéria à adoração do mistério, ao mesmo tempo que um poeta admirável como Dante Alighieri podia compor « o poema sagrado, para o qual concorreram céu e terra », como ele próprio classifica a Divina Comédia.

Humanismo e Renascimento

9. A feliz estação cultural, em que tem origem o florescimento artístico extraordinário do Humanismo e do Renascimento, apresenta também reflexos significativos do modo como os artistas desse período concebiam o tema religioso. Naturalmente as inspirações são tão variadas como os seus estilos, ou pelo menos como os mais importantes deles. Mas, não é minha intenção lembrar coisas que vós, artistas, bem conheceis. Dado que vos escrevo deste Palácio Apostólico, escrínio de obras-primas talvez único no mundo, quero antes fazer-me voz dos maiores artistas que por aqui disseminaram as riquezas do seu génio, permeado frequentemente de grande profundidade espiritual. Daqui fala Miguel Ângelo, que na Capela Sistina de algum modo compendiou, desde a Criação ao Juízo Universal, o drama e o mistério do mundo, retratando Deus Pai, Cristo Juiz, o homem no seu fatigante caminho desde as origens até ao fim da História. Daqui fala o génio delicado e profundo de Rafael, apontando, na variedade das suas pinturas e de modo especial na « Disputa » da Sala da Assinatura, o mistério da revelação de Deus Trinitário, que na Eucaristia Se faz companheiro do homem, e projecta luz sobre as questões e os anelos da inteligência humana. Daqui, da majestosa Basílica dedicada ao Príncipe dos Apóstolos, da colunata que sai dela como dois braços abertos para acolher a humanidade, falam ainda Bramante, Bernini, Borromini, Maderno, para citar apenas os maiores, oferecendo plasticamente o sentido do mistério que faz da Igreja uma comunidade universal, hospitaleira, mãe e companheira de viagem para todo o homem à procura de Deus.

A arte sacra encontrou, neste conjunto extraordinário, uma força expressiva excepcional, atingindo níveis de imorredoiro valor quer estético quer religioso. O que vai caracterizando cada vez mais tal arte, sob o impulso do Humanismo e do Renascimento e das sucessivas tendências da cultura e da ciência, é um crescente interesse pelo homem, pelo mundo, pela realidade histórica. Esta atenção, por si mesma, não é de modo algum um perigo para a fé cristã, centrada sobre o mistério da Encarnação e, portanto, sobre a valorização do homem por parte de Deus. Precisamente os maiores artistas acima mencionados no-lo demonstram. Bastaria pensar no modo como Miguel Ângelo exprime nas suas pinturas e esculturas, a beleza do corpo humano.

Aliás, mesmo no novo clima dos últimos séculos quando parte da sociedade parece indiferente à fé, a arte religiosa não cessou de avançar. A constatação torna-se ainda mais palpável, se da vertente das artes figurativas se passa a considerar o grande desenvolvimento que, neste mesmo período de tempo, teve a música sacra, composta para as necessidades litúrgicas, ou apenas relacionada com temas religiosos. Sem contar tantos artistas que a ela se dedicaram amplamente (como não lembrar Pero Luís de Palestrina, Orlando de Lasso, Tomás Luís de Victoria?), é sabido que muitos dos grandes compositores — de Händel a Bach, de Mozart a Schubert, de Beethoven a Berlioz, de Listz a Verdi — nos ofereceram obras de altíssima inspiração também neste campo.



Escrito por robertabertelli às 11h20
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A caminho dum renovado diálogo

10. Verdade é que, na Idade Moderna, ao lado deste humanismo cristão que continuou a produzir significativas expressões de cultura e de arte, foi-se progressivamente afirmando também uma forma de humanismo caracterizada pela ausência de Deus senão mesmo pela oposição a Ele. Este clima levou por vezes a uma certa separação entre o mundo da arte e o da fé, pelo menos no sentido de menor interesse de muitos artistas pelos temas religiosos.

Mas, vós sabeis que a Igreja continuou a nutrir grande apreço pelo valor da arte enquanto tal. De facto esta, mesmo fora das suas expressões mais tipicamente religiosas, mantém uma afinidade íntima com o mundo da fé, de modo que, até mesmo nas condições de maior separação entre a cultura e a Igreja, é precisamente a arte que continua a constituir uma espécie de ponte que leva à experiência religiosa. Enquanto busca do belo, fruto duma imaginação que voa mais acima do dia-a-dia, a arte é, por sua natureza, uma espécie de apelo ao Mistério. Mesmo quando perscruta as profundezas mais obscuras da alma ou os aspectos mais desconcertantes do mal, o artista torna-se de qualquer modo voz da esperança universal de redenção.

Compreende-se, assim, porque a Igreja está especialmente interessada no diálogo com a arte e quer que se realize na nossa época uma nova aliança com os artistas, como o dizia o meu venerando predecessor Paulo VI no seu discurso veemente aos artistas, durante um encontro especial na Capela Sistina a 7 de Maio de 1964. A Igreja espera dessa colaboração uma renovada « epifania » de beleza para o nosso tempo e respostas adequadas às exigências próprias da comunidade cristã.

No espírito do Concílio Vaticano II

11. O Concílio Vaticano II lançou as bases para uma renovada relação entre a Igreja e a cultura, com reflexos imediatos no mundo da arte. Tal relação é proposta na base da amizade, da abertura e do diálogo. Na Constituição pastoral Gaudium et spes, os Padres Conciliares sublinharam a « grande importância » da literatura e das artes na vida do homem: « Elas procuram dar expressão à natureza do homem, aos seus problemas e à experiência das suas tentativas para conhecer-se e aperfeiçoar-se a si mesmo e ao mundo; e tentam identificar a sua situação na história e no universo, dar a conhecer as suas misérias e alegrias, necessidades e energias, e desvendar um futuro melhor ».

Baseados nisto, os Padres, no final do Concílio, dirigiram aos artistas uma saudação e um apelo, nestes termos: « O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero. A beleza, como a verdade, é a que traz alegria ao coração dos homens, é este fruto precioso que resiste ao passar do tempo, que une as gerações e as faz comungar na admiração. Neste mesmo espírito de profunda estima pela beleza, a Constituição sobre a sagrada liturgia Sacrosanctum Concilium lembrou a histórica amizade da Igreja pela arte e, falando mais especificamente da arte sacra, « vértice » da arte religiosa, não hesitou em considerar como « nobre ministério » a actividade dos artistas, quando as suas obras são capazes de reflectir de algum modo a beleza infinita de Deus e orientar para Ele a mente dos homens. Também através do seu contributo, « o conhecimento de Deus é mais perfeitamente manifestado e a pregação evangélica torna-se mais compreensível ao espírito dos homens ».À luz disto, não surpreende a afirmação do Padre Marie-Dominique Chenu, segundo o qual o historiador da Teologia deixaria a sua obra incompleta, se não dedicasse a devida atenção às realizações artísticas, quer literárias quer plásticas, que a seu modo constituem « não só ilustrações estéticas, mas verdadeiros “lugares” teológicos ».

A Igreja precisa da arte

12. Para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte. De facto, deve tornar perceptível e até o mais fascinante possível o mundo do espírito, do invisível, de Deus. Por isso, tem de transpor para fórmulas significativas aquilo que, em si mesmo, é inefável. Ora, a arte possui uma capacidade muito própria de captar os diversos aspectos da mensagem, traduzindo-os em cores, formas, sons que estimulam a intuição de quem os vê e ouve. E isto, sem privar a própria mensagem do seu valor transcendente e do seu halo de mistério.

A Igreja precisa particularmente de quem saiba realizar tudo isto no plano literário e figurativo, trabalhando com as infinitas possibilidades das imagens e suas valências simbólicas. O próprio Cristo utilizou amplamente as imagens na sua pregação, em plena coerência, aliás, com a opção que, pela Encarnação, fizera d'Ele mesmo o ícone do Deus invisível.

A Igreja tem igualmente necessidade dos músicos. Quantas composições sacras foram elaboradas, ao longo dos séculos, por pessoas profundamente imbuídas pelo sentido do mistério! Crentes sem número alimentaram a sua fé com as melodias nascidas do coração de outros crentes, que se tornaram parte da Liturgia ou pelo menos uma ajuda muito válida para a sua decorosa realização. No cântico, a fé é sentida como uma exuberância de alegria, de amor, de segura esperança da intervenção salvífica de Deus.

A Igreja precisa de arquitectos, porque tem necessidade de espaços onde congregar o povo cristão e celebrar os mistérios da salvação. Depois das terríveis destruições da última guerra mundial e com o crescimento das cidades, uma nova geração de arquitectos se amalgamou com as exigências do culto cristão, confirmando a capacidade de inspiração que possui o tema religioso relativamente também aos critérios arquitectónicos do nosso tempo. De facto, não raro se construíram templos, que são simultaneamente lugares de oração e autênticas obras de arte.

A arte precisa da Igreja?

13. Portanto, a Igreja tem necessidade da arte. Pode-se dizer também que a arte precisa da Igreja? A pergunta pode parecer provocatória. Mas, se for compreendida no seu recto sentido, obedece a uma motivação legítima e profunda. Na realidade, o artista vive sempre à procura do sentido mais íntimo das coisas; toda a sua preocupação é conseguir exprimir o mundo do inefável. Como não ver então a grande fonte de inspiração que pode ser, para ele, esta espécie de pátria da alma que é a religião? Não é porventura no âmbito religioso que se colocam as questões pessoais mais importantes e se procuram as respostas existenciais definitivas?

De fato, o tema religioso é dos mais tratados pelos artistas de cada época. A Igreja tem feito sempre apelo às suas capacidades criativas, para interpretar a mensagem evangélica e a sua aplicação à vida concreta da comunidade cristã. Esta colaboração tem sido fonte de mútuo enriquecimento espiritual. Em última instância, dela tirou vantagem a compreensão do homem, da sua imagem autêntica, da sua verdade. Sobressaiu também o laço peculiar que existe entre a arte e a revelação cristã. Isto não quer dizer que o génio humano não tenha encontrado estímulos também noutros contextos religiosos; basta recordar a arte antiga, sobretudo grega e romana, e a arte ainda florescente das vetustas civilizações do Oriente. A verdade é que o cristianismo, em virtude do dogma central da encarnação do Verbo de Deus, oferece ao artista um horizonte particularmente rico de motivos de inspiração. Que grande empobrecimento seria para a arte o abandono desse manancial inexaurível que é o Evangelho!

Apelo aos artistas

14. Com esta Carta dirijo-me a vós, artistas do mundo inteiro, para vos confirmar a minha estima e contribuir para o restabelecimento duma cooperação mais profícua entre a arte e a Igreja. Convido-vos a descobrir a profundeza da dimensão espiritual e religiosa que sempre caracterizou a arte nas suas formas expressivas mais nobres. Nesta perspectiva, faço-vos um apelo a vós, artistas da palavra escrita e oral, do teatro e da música, das artes plásticas e das mais modernas tecnologias de comunicação. Este apelo dirijo-o de modo especial a vós, artistas cristãos: a cada um queria recordar que a aliança que sempre vigorou entre Evangelho e arte, independentemente das exigências funcionais, implica o convite a penetrar, pela intuição criativa, no mistério de Deus encarnado e contemporaneamente no mistério do homem.

Cada ser humano é, de certo modo, um desconhecido para si mesmo. Jesus Cristo não Se limita a manifestar Deus, mas « revela o homem a si mesmo ». Em Cristo, Deus reconciliou consigo o mundo. Todos os crentes são chamados a dar testemunho disto; mas compete a vós, homens e mulheres que dedicastes a vossa vida à arte, afirmar com a riqueza da vossa genialidade que, em Cristo, o mundo está redimido: está redimido o homem, está redimido o corpo humano, está redimida a criação inteira, da qual S. Paulo escreveu que « aguarda ansiosa a revelação dos filhos de Deus » (Rm 8,19). Aguarda a revelação dos filhos de Deus, também através da arte e na arte. Esta é a vossa tarefa. Em contacto com as obras de arte, a humanidade de todos os tempos — também a de hoje — espera ser iluminada acerca do próprio caminho e destino.

Espírito Criador e inspiração artística

15. Na Igreja, ressoa muitas vezes esta invocação ao Espírito Santo: Veni, Creator Spiritus..., « Vinde, Espírito Criador, as nossas mentes visitai, enchei da vossa graça os corações que criastes ».

Ao Espírito Santo, « o Sopro » (ruah), acena já o livro do Génesis: « A terra era informe e vazia. As trevas cobriam o abismo, e o Espírito de Deus movia-Se sobre a superfície das águas » (1,2). Existe grande afinidade lexical entre « sopro — expiração » e « inspiração ». O Espírito é o misterioso artista do universo. Na perspectiva do terceiro milénio, faço votos de que todos os artistas possam receber em abundância o dom daquelas inspirações criativas donde tem início toda a autêntica obra de arte.

Queridos artistas, como bem sabeis, são muitos os estímulos, interiores e exteriores, que podem inspirar o vosso talento. Toda a autêntica inspiração, porém, encerra em si qualquer frémito daquele « sopro » com que o Espírito Criador permeava, já desde o início, a obra da criação. Presidindo às misteriosas leis que governam o universo, o sopro divino do Espírito Criador vem ao encontro do génio do homem e estimula a sua capacidade criativa. Abençoa-o com uma espécie de iluminação interior, que junta a indicação do bem à do belo, e acorda nele as energias da mente e do coração, tornando-o apto para conceber a ideia e dar-lhe forma na obra de arte. Fala-se então justamente, embora de forma analógica, de « momentos de graça », porque o ser humano tem a possibilidade de fazer uma certa experiência do Absoluto que o transcende.

A « Beleza » que salva

16. Já no limiar do terceiro milénio, desejo a todos vós, artistas caríssimos, que sejais abençoados, com particular intensidade, por essas inspirações criativas. A beleza, que transmitireis às gerações futuras, seja tal que avive nelas o assombro. Diante da sacralidade da vida e do ser humano, diante das maravilhas do universo, o assombro é a única atitude condigna.

De tal assombro poderá brotar aquele entusiasmo de que fala Norwid na poesia, a que me referi ao início. Os homens de hoje e de amanhã têm necessidade deste entusiasmo, para enfrentar e vencer os desafios cruciais que se prefiguram no horizonte. Com tal entusiasmo, a humanidade poderá, depois de cada extravio, levantar-se de novo e retomar o seu caminho. Precisamente neste sentido foi dito, com profunda intuição, que « a beleza salvará o mundo ».

A beleza é chave do mistério e apelo ao transcendente. É convite a saborear a vida e a sonhar o futuro. Por isso, a beleza das coisas criadas não pode saciar, e suscita aquela arcana saudade de Deus que um enamorado do belo, como S. Agostinho, soube interpretar com expressões incomparáveis: « Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! ».

Que as vossas múltiplas sendas, artistas do mundo, possam conduzir todas àquele Oceano infinito de beleza, onde o assombro se converte em admiração, inebriamento, alegria inexprimível. Sirva-vos de guia e inspiração o mistério de Cristo ressuscitado, em cuja contemplação se alegra a Igreja nestes dias. Acompanhe-vos a Virgem Santa, a « toda bela », cuja efígie inumeráveis artistas delinearam e o grande Dante contempla nos esplendores do Paraíso como « beleza, que alegria era dos olhos de todos os outros santos ».

« Eleva-se do caos o mundo do espírito »! A partir destas palavras, que Adam Mickiewicz escrevera numa hora de grande aflição para a pátria polaca,) formulo um voto para vós: que a vossa arte contribua para a consolidação duma beleza autêntica que, como revérbero do Espírito de Deus, transfigure a matéria, abrindo os ânimos ao sentido do eterno!

Com os meus votos mais cordiais!

Vaticano, 4 de Abril de 1999, Solenidade da Páscoa da Ressurreição. 



Escrito por robertabertelli às 11h15
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Irmãos!

É com grande alegria que damos inicio as inscrições do 4° Festival de Dança Sacra da Comunidade Tehiat com gênero competitivo, a fim de desenvolver uma melhoria artística, unindo a espiritualidade com a técnica, dentro da igreja e incentivando a integração do jovem na sociedade.
Para efetuar a sua inscrição envie um e-mail para contato.tehiat@yahoo .com.br com as descrições pedidas no regulamento abaixo citado.
O grupo inscrito receberá a sua confirmação por e-mail.
O Festival acontecerá no dia 20 de Março de 2010, no Colégio Vera Cruz na Av. Rui Barbosa situado no bairro das Graças, N° 57.
O tema do Festival de Dança será Mariano com a citação bíblica seguinte:
“Todas as gerações me proclamarão bem aventurada”. (Lucas 1, 48)
Deus abençoe a todos e boa sorte!
Elizabeth Duarte.
Dados para efetuar a inscrição do seu grupo:
Nome do grupo:
Paróquia em que trabalha:
Nome completo do coordenador e de cada componente junto ao número de RG
3 (três) E-mails e 3 (três) telefones para contato
Nome da música que irá dançar, acompanhado do nome do CD, nome do cantor e compositor.

Segue então o regulamento que deve ser lido antes de efetuar a sua inscrição.

REGULAMENTO

• Objetivos:

Estabelecer as normas e procedimentos para a participação no 4° Festival de Dança Sacra que se realizará no dia 20 de março de 2010, a partir das 18h00min horas, no COLÉGIO VERA CRUZ, Av. Rui Barbosa, 57, Graças - Recife, Pernambuco.

Reunir bailarinos de Dança Sacra atuantes no Estado de Pernambuco ou de outros estados, que pertençam a algum grupo da Igreja Católica (jovem ou adulto), promovendo um momento espiritual, artístico e social.

 

• Reserva de música:

Não haverá repetição de músicas, sendo feita uma reserva pelo próprio ministério e\ou pelos bailarinos solo\dupla e trio pelo e-mail: contato@tehiat.com, até o dia 12 de dezembro de 2009, ou enquanto durarem as inscrições, sendo priorizados os grupos que se inscreverem primeiro. Ressaltamos que todos os participantes do festival deverão efetuar suas reservas de músicas, e uma vez reservada, não poderá ser alterada.

Sendo este um evento realizado por uma comunidade católica, avisamos que os participantes não poderão trabalhar com músicas de outras denominações religiosas, visto que a nossa igreja supre a necessidade musical para este e outros festivais.

 

• Inscrições

Os bailarinos e ministérios deverão estar de posse da ficha de inscrição, ou realizá-la pelo Blog da Comunidade Tehiat : tehiat.blogspot.com, podendo a mesma ser realizada do dia 31\10 a 12\12 de 2009. Como as vagas são limitadas, poderá acontecer das inscrições se encerrarem antes do prazo final previsto.

Confirmaremos a sua inscrição respondendo seu email no prazo máximo de quinze dias, caso não ocorra à resposta dentro do prazo será porque as inscrições se encerraram.

Para efetivar sua inscrição:

1. Os ministérios devem se fazer representados pelo seu coordenador ou por algum membro do mesmo para participar da reunião, que se realizará em local a definir, no dia 12 de dezembro de 2009 e no dia 30 de janeiro de 2010 às 09h00 da manhã.

 

2. Os ministérios devem entregar à coordenação do evento o material solicitado a seguir:

*Ficha de inscrição preenchida manualmente ou pelo site acima destacado, dentro do prazo previsto.

*Duas cópia da música em cd identificado com nome do cantor e compositor, da música e do ministério ou bailarinos correspondentes, até o dia 12 de dezembro de 2009 (primeira reunião).

 

Obs.:

1) No caso do grupo utilizar duas ou mais músicas, elas deverão estar gravadas conforme a apresentação do mesmo e a não entrega do cd na data prevista implicará na desclassificação do grupo, assim como se o cd não estiver corretamente gravado como citado na observação abaixo será solicitado um novo material com a data colocada pela coordenação.

2) Não serão aceitos outros formatos de áudio, como mp3, aiff, sdll, muito menos mídias do tipo DVD ou CD-RW, DAT”s, mini-discos, vídeos ou qualquer outro tipo de suporte sonoro que não seja o padrão de mídia CD-R.

3) Somente serão aceitas inscrições completas (ficha preenchidas e cd), dentro do prazo de entrega citado acima. Caso contrário, o ministério ou bailarinos serão desclassificados do festival.

 

• As Reuniões:

As reuniões servirão para: confirmação dos ministérios e\ou bailarinos participantes deste evento; para entregarem seus CDs; para acertar detalhes quanto às vestes (apropriadas a um festival católico); e entrega de ingressos aos grupos. Para melhor fixar as datas, as reuniões serão nos dias 12 de Dezembro de 2009 e 30 de Janeiro de 2010.

NÃO PODERÁ HAVER MODIFICAÇÕES NOS DADOS CONSTANTES NA FICHA DE INSCRIÇÃO APÓS A ENTREGA À COORDENAÇÃO DO FESTIVAL, TAL QUAL NÃO HAVERÁ MUDANÇAS DE COMPONENTES, A NÃO SER POR MOTIVOS DE FORÇA MAIOR ACOMPANHADO DE COMPROVANTES COMO ATESTADOS MÉDICOS E OUTROS (SALVO SOB AVALIAÇÃO E DECISÃO DA COORDENAÇÃO).

 

• Modalidades:

As inscrições do 3º Festival de Dança serão divididas em duas modalidades:

1º- Solo, duo e trio;

2º- Grupo;

• Serão necessário no mínimo 3(três) inscrições para que o Festival ocorra.

 

 Importante:

A característica do evento é sacra, tendo como objetivo a evangelização e a valorização dessa arte. As danças não podem conter sensualidade e a escolha do figurino deve ser criteriosa, não sendo permitido o uso de piercings e outros adornos semelhantes.

Os ministérios que descumprirem este requisito serão penalizados, tendo pontos descontados (de 5 a 9 pontos de acordo com o requisito violado) a critério da coordenação.

 

 Observações técnicas:

Na modalidade grupo, a participação dos ministérios fica limitada ao número mínimo de 4(quatro) integrantes e no máximo 20(vinte).

 Serão permitidos elementos cênicos que sejam simples e práticos, bem como instrumentos musicais de fácil remoção (e não seja eletrônico), o que ficará a cargo dos participantes. Não será permitido o uso de objetos que possam danificar o palco ou atingir a platéia (como papéis picados). O grupo terá 2 (dois) minutos antes e depois da apresentação para a montagem e desobstrução do palco, sem prejudicar a seqüência do espetáculo, caso essa violação ocorra o grupo perderá pontos que variam de 5 a 9.

 A base de iluminação será a mesma para todos os participantes.

 

 Cada ministério deverá chegar impreterivelmente 2(duas) horas antes do início do evento, ou seja, às 17h00min, tendo até 17h30min para que todos façam a marcação do palco.

 

 A ocupação do camarim está sujeita às seguintes condições:

1) Deverá ser desocupado após o ministério antecedente subir ao palco, de modo a poder ser utilizado de imediato pelo grupo subseqüente.

2) A ordem de entrada dos camarins seguirá a ordem de entrada em cena.

3) A coordenação não se responsabilizará por objetos deixados no camarim.

-As imagens dos ministérios participantes poderão ser usadas a critério da coordenação do evento para divulgação do festival.

-O tempo mínimo de cada apresentação é de 3(três) minutos e o máximo é de 10(dez) minutos.

 

Corpo de jurados:

Os trabalhos inscritos no festival serão analisados por uma banca de jurados, composta por 5(cinco) integrantes, onde 2(dois) profissionais julgarão a técnica e 3(três) a evangelização. Os componentes do júri não deverão ter nenhum comprometimento direto com os ministérios participantes.

 

• Premiações:

Para classificação dos trabalhos serão adotados os seguintes critérios:

• 1º, 2º e 3° lugar para as duas modalidades

• Melhor figurino

• Melhor torcida

Obs. A pontuação da melhor torcida não influenciará no resultado geral dos grupos participantes.

 

• Divulgação dos resultados:

A divulgação dos premiados para os participantes e para o público dar-se-á de 15(quinze) a 30 (trinta) minutos após a finalização do espetáculo.

 

• Atividades Executivas:

Cada ministério efetuará um deposito identificado, em dinheiro, para efetivar sua inscrição e participação no festival.

O deposito deve ser feito em nome do grupo para:

BANCO ITAU FAVORECIDO: JOSE MADIEL DA SILVA JUNIOR AG 0364, CONTA POUPANÇA: 85465-3/500

Valores correspondentes das inscrições:

OBS. Modalidade grupo: R$ 60,00 (Sessenta reais)

Modalidade solo, duo e trio: 40,00 (Quarenta reais)

 

Serão também disponibilizados ingressos para os grupos no dia da primeira reunião.

• Ingressos para o público em geral:

-Não serão cobrados ingressos aos bailarinos inscritos no festival.

-Cada grupo terá direito a levar uma pessoa para produção.

-Todos os participantes deverão apresentar seus RGs para comprovar participação do grupo inscrito no dia do festival.

-O ingresso custará R$ 5,00(cinco reais) por pessoa.

-Os ingressos serão vendidos pelos membros da coordenação do evento (Comunidade Tehiat), pelos ministérios participantes, em algumas livrarias católicas e no dia do evento.

 

• Casos omissos:

Os casos omissos nesse regulamento serão resolvidos pela comissão organizadora do evento.

 

Comissão organizadora:

* Elizabeth Duarte - Coordenadora de eventos e co-fundadora da Comunidade.

* Reginaldo Cavalcanti – Fundador da Comunidade.

* José Madiel - Coordenador financeiro

 

Fones para contato:

* 8887-3724

* 8882-6066

 

E-mail:

Contato.tehiat@yahoo.com.br

bethtehiat@gmail.com

 

A responsabilidade e propriedade do evento são da:

Comunidade Tehiat



Categoria: + Fest. Dança Sacra pelo Brasil
Escrito por robertabertelli às 14h30
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4º Festival de Dança Sacra de Olinda/PE

A partir do dia 31 de Outubro de 2009, estarão abertas as incrições para o 4° Festival de Dança Sacra da Comunidade Católica Tehiat.

As inscrições se encerrarão no dia 10/12/2009, porém ela poderá se encerrar antes do tempo previsto conforme a quantidade de vagas preenchidas.

 

Fique atento:

tehiat.blogspot.com/

 



Categoria: + Fest. Dança Sacra pelo Brasil
Escrito por robertabertelli às 14h26
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Missoes Cumpridas!

Missoes Cumpridas!

22/11/2009 – Festa 10 anos da Igreja Sagrada Família – Petrópolis/RJ

21/11/2009 - Festival de Sorvetes

14/11/2009 - Festival de Dança em Vicente de Carvalho/RJ 

05/11/2009 - Semana Cultural - EE Rui Barbosa - Petrópolis/RJ

03/11/2009 - Semana Cultural - EE Rui Barbosa - Petrópolis/RJ

27/10/2009 - Sagrada Família - Petrópolis/RJ

18/10/2009 - N.Sª. de Shoensttat - Jacarepaguá - Rio de Janeiro/RJ

27/09/2009 - Apresentação Comunidade Sagrada Família - Petrópolis/RJ

21/09/2009 - Apresentação no Maracanazinho no encerramento do Cirio de Nazaré, no show do Pe Fabio de Melo! Rio de Janeiro/RJ

20/09/2009 - Apresentação N.S.Aparecida - Festa da Primavera - Quitandinha - Petrópolis/RJ

23/08/09 - Canção Nova - Cachoeira Paulista/SP

22/08/09 - Joinville/SC - Aula de contemporâneo no Núcleo EDANÇAS, Apresentação na Praça do Bosque e apresentação na Paróquia do Min. Marcas da Promessa

21/08/09 - Beto Carrero World - Balneario Penha/SC

 

18/08/09 - Viagem para o Sul

15/08/09 - I Mostra de Dança You Too Dance - Independencia - Petrópolis/RJ

15/08/09 - Festa N.Sª. da Glória - Morin - Petrópolis/RJ

20/08/09 - São Francisco do Sul/SC
19/08/09 - Curitiba/PR

06/08/09 - Tríduo - Igreja Bom Jesus - Thouzhet - Petrópolis/RJ

 

02/08/09 - Apresentação no Domingo com Cristo, Sto Antonio - Petrópolis/RJ

19/07/09 - Apresentação Festa Julina Sagrada Família - Petrópolis/RJ

13/07/09 - Apresentação no Niver do Pe. Francisco, Sto Antonio - Petrópolis/RJ

12/07/09 - Apresentação no Evento da Arquidiocese RJ - Celebração do Ano Catequetico - CNBB Regional LesteI - Catedral Metropolitana São Sebastião - Rio de Janeiro/RJ

30/05/09 - Apresentação Encerramento mês Mariano/Legião de Maria/Praça XII em Cordovil - Rio de Janeiro/RJ

24/05/09 - Caminhada Mariana - Morin - Petrópolis/RJ

24/05/09 - Coroação - Sagrada Família - Petropolis/RJ

23/05/09 - Festa Santa Rita - Bairro Castrioto - Petropolis/RJ

07/05/09- Theatro D. Pedro - Dias das Mães Radio Imperial - Petrópolis/RJ

01/05/09 - Congresso de Ministros no Santo Antonio do Alto da Serra - Petrópolis/RJ

19/04/09 - 6º Festival de Dança Sacra de Petrópolis/RJ

29/03/09 - Apresentação na Caminhada Quaresmal - Clube Cel Veiga - Petrópolis/RJ

04/01/09 - Apresentação Baby Class na Sagrada Família- Missa celebrada pela V.Exª Bispo D. Filipo Santoro - Petrópolis/RJ

 

17/10/2009 - VI FestDance de Areal/RJ 



Categoria: Agenda Expressão de Louvor
Escrito por robertabertelli às 11h08
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N.Sª Schoensttat

Domingo, dia 18/10/2009, fomos convidadas a participar do aniversário do Santuario Mariano de Schoensttat, em Jacarepaguá. Dançamos Seja Luz e tive a honra de representar a Mae Rainha, levando sua imagem na procissao de entrada, junto com as meninas do Expressão. Foi muito emocionante para mim essa experiencia com a proximidade da fé das pessoas. Elas me olhavam e não viam a mim, viam Maria! Me olhavam com ternura, faziam pedidos fervorosos e agradecimentos. Eu, embora me reconhecendo indígna, acolhia os pedidos, olhares e sorrisos em meu coração e pedia que Nossa Mae do Ceu os recebesse em seu imaculado coração.



Categoria: Agenda Expressão de Louvor
Escrito por robertabertelli às 17h47
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VI DANCE FESTIVAL DE AREAL

Estivemos sábado no 6º FestDance de Areal, com nossas quatro turmas de dança... Voltamos de lá com quatro troféus de 1º lugar: jazz grupo infantil, jazz grupo juvenil, jazz grupo adulto e jazz solo. E ainda conquistamos o premio de R$500,00 por melhor coreografia do Festival"Seja Luz"... Nossa, foi uma verdadeira benção, porque vai nos ajudar à beça!

 

Estamos muito felizes, não pelos prêmios, mas pela Graça a nos concedida por Deus de evangelizar pela dança!

Até mais!

:)

 

 

 



Categoria: + Fest. Dança Sacra pelo Brasil
Escrito por robertabertelli às 16h33
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1º Festival Geração que Dança

1º Festival Geração que Dança

“Somos a geração movida pelo amor do Rei Jesus”

 

Realização:

Ministério de Dança Católico Anjo Sublime

Paróquia São Judas Tadeu

Comunidade Nossa Senhora de Fátima

 

Dia: 28 de Novembro de 2009

Horário: 18:30.

Salão Paroquial Nossa Senhora das Neves

Ribeirão das Neves/MG

 

Regulamento:

 

1.0    Músicas

1.1     Por tratar-se de um festival de dança católica, só serão aceitas apresentações de musicas com letras religiosas e de cantores ou grupos nacionais ou internacionais. Podendo se fazer o uso de mixagem, colagem musical, aumento ou diminuição do bit (ritimo da música) ruídos ou frases.

1.2     Caso seja utilizada alguma música de cantores ou grupos/bandas internacionais, o ministério que optar por musicas em outras línguas devem passar a letra original e traduzida da musica.

1.3     Nenhum grupo ou ministério poderá dançar a mesma musica, por isso e importante antes das entregas das fichas entrarem em contato com os organizadores do evento para saber se já tem algum grupo ou ministério utilizando à mesma música.

 

2.0    Gêneros

2.1     As coreografias podem ser construídas nos seguintes gêneros: Ballet clássico de repertorio, ballet clássico, dança contemporânea, dança moderna, jazz, dança de rua (street dance), danças populares, estilizadas, axé, forró e dança livre.

2.2 O tempo de apresentação será de no máximo 6 minutos para cada coreografia.

 

3.0    Classificação

1.1    Para a classificação dos trabalhos, a comissão julgadora dará notas inteiras de 1 a 10 para os seguintes quesitos avaliados: Evangelização, Presença de palco e expressão corporal, Qualidade artística e técnica, Estrutura da composição coreográfica, Figurino.

1.2     Cada grupo ou ministério devem preparar duas coreografias para festival.

1.3      O festival será dividido em duas etapas:

3.3.1. 1ª Etapa: Todos os grupos ou ministérios irão se apresentar com uma coreografia de sua escolha. Os cinco melhores colocados serão chamados para a 2ª etapa do festival.

3.3.2. 2ª Etapa: Só se apresentarão os cinco primeiros colocados da 1ª etapa assim citado no parágrafo anterior.

 

3.3.3. Após as apresentações da 2ª etapa a comissão julgadora irá somar os pontos, dos grupos ou ministérios, assim escolhendo os três vencedores da noite.

 

 

 



Categoria: + Fest. Dança Sacra pelo Brasil
Escrito por robertabertelli às 15h59
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1º Festival Geração que Dança

4.0. Premiação 

4.1. Para os três primeiros lugares haverá premiação:

1º Lugar: Troféu (ouro), aparelho de som (mini system) e certificado.

2º Lugar: Troféu (prata), 1 CD + 1 DVD católico e certificado.

3º Lugar: Troféu (bronze) e certificado.

4.2. Todos os grupos e ministérios da noite ganharão certificado e medalha pela participação em nosso festival.

                4.3. É importante lembrar que todos os participantes são GRANDES VENCEDORES! Ninguém é melhor ou pior que o outro, somos todos irmãos e filhos de Deus Pai, que juntos levamos a palavra do Senhor através da dança.

 

5.0. Figurino

     5.1. O figurino deverá ser escolhido de forma a concorrer para a finalidade evangelizadora do festival.

5.2. Serão evitadas roupas transparentes, decotadas, curtas, que não apareça à barriga e nem movimentos de características sensuais. Tendo em vista que o não comprimento desta cláusula impedirá a apresentação do grupo ou ministério.

 

6.0. Observações técnicas

Cada grupo deverá ter um responsável, que devera seguir as seguintes instruções:

·         Estar presente junto ao controle de som e luz, no momento da apresentação. Acompanhar os participantes no camarim, na entrada e saída do palco. A ordem de passagem de palco e de apresentação era elaborada pela coordenação do evento.

·         A ordem de entrada nos camarins seguira a ordem de entrada em cena, cada grupo ou ministério só poderá ocupar o camarim do palco, quando o grupo que antecede, iniciar a sua apresentação.

·         Não serão permitidas apresentações com: fogo, água, ou objetos que possam prejudicar ou danificar o palco, ou atingir a platéia.

·         As coreografias deverão ser ensaiadas com antecedência, pois talvez não possamos ceder espaço de tempo, local, para que os participantes ensaiem.

·         Os participantes deverão trazer o CD da sua apresentação devidamente etiquetado e ser entregue ao responsável de passagem de palco e aos coordenadores do evento. E só serão devolvidos aos participantes no final do festival.

·         Na semana que antecede o I Festival Geração que Dança, será realizado em nossa Comunidade Nossa Senhora de Fátima uma “Tarde de Louvor”. Onde teremos muito louvor, adoração e apresentações de dança (caso algum ministério quiser se apresentar no dia da “Tarde de Louvor”, devem entrar em contato com os organizadores do evento).

·         É de extrema importância à participação de todos ou grupos ou ministérios na “Tarde de Louvor”, mesmo que não vão todos os integrantes, é necessária a presença de alguns para que possamos discutir e acertar os últimos detalhes do festival, como: entrega das fichas de inscrições, acertos de ingressos vendidos, CD’s com as musicas das apresentações e etc.

 

7.0. Inscrições

7.1. A inscrição do grupo ou ministério será no valor de R$ 15,00 (dez reais) + 1k de alimento por integrante.

7.2. O ministério ou grupo que arrecadar mais alimentos e vender mais ingressos ganhará um premio especial.

7.3. Na ficha de inscrição deve conter as seguintes informações:

·         Nome do ministério ou grupo,

·         Paróquia e comunidade que participam,

·         Objetivo do ministério (frase),

·         Á quanto tempo dançam,

·         Nome dos coreógrafos,

·         Nome das musicas que utilizaram nas apresentações

·         Nome dos integrantes.

 

8.0.Venda de ingressos:

8.1. O ingresso será no valor de R$ 2,00 (dois reais) mais 1k de alimento não perecível, exceto sal e fubá.

Todo o alimento arrecadado neste festival será totalmente doado para a Pastoral dos Vicentinos.

8.2. Todos os grupos ou ministérios devem ajudar na venda dos ingressos para o festival. Será entregue um bloco com 10 (dez) ingressos para a venda.

8.3. Ingressos serão vendidos com antecedência á R$ 2,00 (dois reais) e na portaria R$ 3,00 (três reais).

 

9.0. Informações.

E-mail: anjosublimeofficial@bol.com.br

MSN: contato.anjosublime@hotmail.com

www.anjosublime.blogspot.com

 

Telefones: (31) 3625-5684, 8517-3175 Rodrigo

                            3031-1094, 8786-1952 Leiliane ou Larissa.

 

 

 



Categoria: + Fest. Dança Sacra pelo Brasil
Escrito por robertabertelli às 15h57
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